Editora Chiado
Literatura Nacional
Publieditorial
Resenha
Opinião: Essa leitura é leve e super divertida, realmente gostei. É um cliché fofo que vale a pena a leitura. Ótima escolha para aquele sábado a tarde friozinho, tomando um chocolate quente!
Mas vamos lá, temos como personagem principal a advogada Alice. Ela conseguiu o que sempre queria, estabilidade financeira e uma vida tranquila. Mas talvez ela seja tranquila demais, sabe. Alice é o tipo de mulher que prefere não se destacar, tudo na sua vida é simples e sem graça, melhor dizendo.
Contrariamente a ela, sua melhor amiga Helen é deslumbrante e chama atenção onde quer que passe. Seu segundo melhor amigo Alan não curte muito o jeito como Helen acaba sempre usando Alice para seus propósitos, mas Alice é dessas, quer ajudar e não se importa com o que aconteça com ela mesma.
Mas tudo muda quando o homem que ela sempre pensou amar acaba ficando noivo de ninguém menos que Helen. Alice então decide renovar a si mesma e veste uma fantasia super ousada para a festa de noivado deles, mas as coisas acabam saindo de seu controle e de repente, Max está de volta em sua vida, aparentemente querendo retomar o tempo que perderam.
Mas será que esse amor platônico é suficiente para Alice? Poxa, ele vai casar com a sua melhor amiga, porque somente agora ele está querendo ela? Alice esteve disponível para Max durante tanto tempo!
Alan é o único que permanece firme e forte com Alice, remendando os pedaços dela quando Max quebra suas esperanças e quando Helen domina toda a vida de Alice. Ele é simplesmente, o melhor amigo perfeito. Além de lindo e sexy né.
Alice, na realidade, busca em Max algo que não teve em sua infância e pelo apoio emocional que ele lhe dera quando pequena, ela acabou por ficar emocionalmente dependente dele. Sim, eles tem uma história antes, mas nunca de forma amorosa, pelo menos da parte de Max não, até ver que Alice não é aquela mulher simplória e sem sal que ele achava.
Mas aí é tarde demais, será que Alice abrirá os olhos e verá que um amor platônico não é real e descobrirá o verdadeiro amor? Ela terá coragem de se libertar de suas amarras e viver intensamente, como nunca vivera?
Amei a narrativa da autora, ela conseguiu me conquistar com seus diálogos simplórios e profundos ao mesmo tempo. Ela mostra com clareza absoluta toda a luta que Alice passa para abandonar aquela aparência de boa moça e querer ser ousada, vaidosa e viver o que toda mulher merece. Suas dúvidas, sentimentos e sensações são todos muito bem descritos e adorei isso.
A forma como a autora descreveu os autores também foi muito boa, com exceção de Alan, pois ele me parecer no começo da história um pouco homossexual, por assim dizer. Não vi ele como um galã, o cara da história. Isso talvez tenha se dado pelo fato de que Alice somente o via como um amigo, um ombro amigo, melhor dizendo e focava toda sua atenção em Max. Mas ao final pude superar essa impressão e gostei bastante da intensidade de Alan.
Agora adentrando na diagramação, gostei muito das páginas amareladas. A fonte estava em um tamanho ótimo para a leitura e não encontrei erros de gramática. A capa é fofa demais, inclusive já tirei algumas fotos dela lá no insta do blog, confiram lá!
Enfim gente, gostei muito desse cliché, como mencionei acima, é uma leitura extremamente agradável e informal. Fofura define, amei a Alice se transformando, saindo de seu mundo da fantasia e adentrando na vida real, amei como Alan desafiou suas próprias barreiras para lutar pelo que queria e acima de tudo, amei a forma como Alice levou as coisas ao final, buscando o melhor para todos.
Super recomendo essa leitura, é bem rápida e ao final dá uma sensação de quero mais. Para quem gosta de um romance extrovertido e diferente, essa é uma ótima aposta. Beijos e até a próxima!
Resenha 46 | Alice no País do Amor - Lucilla Guedes
Editora: Chiado
Gênero: Ficção | Romance
Páginas: 228
Lançamento: 2015
Classificação: ★★★★
Sinopse: "Alice é uma advogada beirando os trinta anos, que mora em Curitiba e sonha com o verdadeiro amor. O problema é que ela é apaixonada – desde menina – por Max (atual namorado de sua melhor amiga, Helen), nutrindo, por ele, uma paixão platônica. Esse sentimento se reacende na época da faculdade quando o reencontra como professor do curso de Direito. Alice resolve não revelar que fora sua vizinha quando criança e inicia um flerte com Max, mas a história toma outro rumo quando ele conhece Helen e eles começam a namorar. Sofrendo com essa paixão não correspondida, Alice conta sempre com o apoio de Alan, seu amigo e confidente, mas vê evaporarem suas últimas esperanças ao saber que Max pediu Helen em casamento. Abalada com a notícia, com a autoestima “no pé” e tentando “dar a volta por cima”, Alice decide ousar, com um vestido pra lá de provocante, justamente na festa de aniversário à fantasia de Helen (em que quase todos estão vestidos como as personagens de Alice no País das Maravilhas) e então desperta — novamente — o interesse de Max, que tenta seduzi-la. Será que Alice conquistará o homem dos seus sonhos?"
Mas vamos lá, temos como personagem principal a advogada Alice. Ela conseguiu o que sempre queria, estabilidade financeira e uma vida tranquila. Mas talvez ela seja tranquila demais, sabe. Alice é o tipo de mulher que prefere não se destacar, tudo na sua vida é simples e sem graça, melhor dizendo.
Contrariamente a ela, sua melhor amiga Helen é deslumbrante e chama atenção onde quer que passe. Seu segundo melhor amigo Alan não curte muito o jeito como Helen acaba sempre usando Alice para seus propósitos, mas Alice é dessas, quer ajudar e não se importa com o que aconteça com ela mesma.
Mas tudo muda quando o homem que ela sempre pensou amar acaba ficando noivo de ninguém menos que Helen. Alice então decide renovar a si mesma e veste uma fantasia super ousada para a festa de noivado deles, mas as coisas acabam saindo de seu controle e de repente, Max está de volta em sua vida, aparentemente querendo retomar o tempo que perderam.
"Nada é tão devastador quanto o amor não correspondido. Mas quando o homem amado decide se casar com outra, e esta outra é sua melhor amiga, a dor parece infinita."
Mas será que esse amor platônico é suficiente para Alice? Poxa, ele vai casar com a sua melhor amiga, porque somente agora ele está querendo ela? Alice esteve disponível para Max durante tanto tempo!
Alan é o único que permanece firme e forte com Alice, remendando os pedaços dela quando Max quebra suas esperanças e quando Helen domina toda a vida de Alice. Ele é simplesmente, o melhor amigo perfeito. Além de lindo e sexy né.
Alice, na realidade, busca em Max algo que não teve em sua infância e pelo apoio emocional que ele lhe dera quando pequena, ela acabou por ficar emocionalmente dependente dele. Sim, eles tem uma história antes, mas nunca de forma amorosa, pelo menos da parte de Max não, até ver que Alice não é aquela mulher simplória e sem sal que ele achava.
Mas aí é tarde demais, será que Alice abrirá os olhos e verá que um amor platônico não é real e descobrirá o verdadeiro amor? Ela terá coragem de se libertar de suas amarras e viver intensamente, como nunca vivera?
"Era isso que eu queria: o amor. Um inventado ou falsificado, não, muito obrigada! Não queria andar por aí, me enganando, de braços dados com um amor de mentira, por fissura de encontrar um de verdade."
Amei a narrativa da autora, ela conseguiu me conquistar com seus diálogos simplórios e profundos ao mesmo tempo. Ela mostra com clareza absoluta toda a luta que Alice passa para abandonar aquela aparência de boa moça e querer ser ousada, vaidosa e viver o que toda mulher merece. Suas dúvidas, sentimentos e sensações são todos muito bem descritos e adorei isso.
A forma como a autora descreveu os autores também foi muito boa, com exceção de Alan, pois ele me parecer no começo da história um pouco homossexual, por assim dizer. Não vi ele como um galã, o cara da história. Isso talvez tenha se dado pelo fato de que Alice somente o via como um amigo, um ombro amigo, melhor dizendo e focava toda sua atenção em Max. Mas ao final pude superar essa impressão e gostei bastante da intensidade de Alan.
"Naquele exato instante compreendi que alguns clichês são plenamente justificáveis."
Agora adentrando na diagramação, gostei muito das páginas amareladas. A fonte estava em um tamanho ótimo para a leitura e não encontrei erros de gramática. A capa é fofa demais, inclusive já tirei algumas fotos dela lá no insta do blog, confiram lá!
Enfim gente, gostei muito desse cliché, como mencionei acima, é uma leitura extremamente agradável e informal. Fofura define, amei a Alice se transformando, saindo de seu mundo da fantasia e adentrando na vida real, amei como Alan desafiou suas próprias barreiras para lutar pelo que queria e acima de tudo, amei a forma como Alice levou as coisas ao final, buscando o melhor para todos.
"Comecei a fantasia, e isso não era nem um pouco sensato. Mas fantasiar para mim, era como piscar os olhos: inevitável."
Super recomendo essa leitura, é bem rápida e ao final dá uma sensação de quero mais. Para quem gosta de um romance extrovertido e diferente, essa é uma ótima aposta. Beijos e até a próxima!

