Literatura Nacional
Publieditorial
Resenha
Opinião: Um livro surpreendente e emocionante, adorei a história, refleti muito e pude admirar o crescimento de um personagem através de uma ótima narrativa!
Começamos com Yoko, uma adolescente que teria sua vida normal, se não fosse seu pai ter assassinado outro homem enquanto dirigia bêbado e fugido após isso. Agora Yoko é agredida de todas as formas, verbalmente, moralmente e até fisicamente. Isto porque as pessoas acreditam que ela deve pagar pelo erro de pai.
"Filha de um assassino. E por tudo isso eu sinto raiva, não sei se tenho o direito, porém. Não quero ler o que o papai escreveu para mim, pelo menos não por agora, preciso de um tempo."
Na escola as garotas lhe ferem, a envergonham. Na rua o filho do homem assassinado por seu pai lhe persegue, a agride. Em casa ela vive solitária, eis que sua mãe agora só trabalha para poder custear a casa sem seu marido. Yoko carrega o peso do mundo nas costas e não tem previsão para que seu tormento acabe.
"Não posso fazer nada, só me resta esperar que alguém apareça. É vergonhoso, eu sei, a sensação de desamparo e fraqueza me invade e sinto vontade de me deitar."
Vemos Yoko amargurada, com raiva e acima de tudo, triste. Ela sente raiva de seu pai por ter feito o que fez, amargura por responder pelos atos dele e tristeza por ter seu próprio pai preso e sofrendo. Todavia, ela é forte o suficiente para aguentar tudo o que está passando, não querendo incomodar a mãe e nem querendo chamar atenção para si mesmo.
Mas as coisas mudam quando ela é obrigada a realizar um trabalho em dupla com Aidan, o garoto problemático da escola, cujo passado também é tão obscuro quanto o presente de sua família. Os dois irão aprender a lidar com seus problemas de cabeça erguida, aprenderão a confiar um no outro e lutarão juntos contra o que a sociedade impõe a eles.
Enfim, foi emocionante. Por vezes me vi na pele de Yoko e até me perguntava porque ela não revidava, brigava. Mas Yoko não é assim, ela quer que tudo passe, só isso. Senti seu sofrimento por estar sendo julgada e culpada, além de sofrer pela sua família agora despedaçada. Aidan é seu porto seguro, por assim dizer, mas até eles tem problemas para conseguirem se abrir e aceitar seus sentimentos.
A narrativa da autora foi boa, apesar de que senti falta de mais aprofundamento no relacionamento de Aidan e Yoko, de resto está ótimo. Adorei a forma como Yoko amadureceu e como lidou com tudo que lhe acontecia no decorrer da história e também gostei muito de como Aidan saiu de sua 'casca'.
A diagramação está ótima, tudo bem organizado e clean, só não gostei de alguns parágrafos que não estavam justificados, mas nada que interferisse na leitura. A capa é condizente com o teor da história, então gostei bastante, ficou bem caprichada.
Enfim, adorei muito a leitura, foi bem rápida apesar do número de páginas e recomendo totalmente esse romance, é singelo, tocante e emocionante. Espero que tenham gostado, beijos e até a próxima!
Resenha 78 | Flor de Cerejeira - Alana Gabriela
Autora: Alana Gabriela
Editora: Independente
Gênero: Drama | Romance
Páginas: 322
Lançamento: 2016
Classificação: ★★★★
[E-book cedido pela autora em parceria]
Sinopse: "Qualquer um pode cometer um erro. Yoko sempre teve uma vida relativamente boa e estável, participava da organização do Festival Cherry Blossom, tinha amigos com quem contar na escola, tocava violino e estava treinando para fazer parte da orquestra da Juventude de Macon quando tudo começou a dar errado. Seu pai se envolveu num grave acidente, que acabou matando um pai de família e, foi parar na prisão. Sem a referência paterna, e com todos os problemas financeiros que se acumulam, o distanciamento da mãe, Naomi, que está a cada dia mais se afundando em trabalho, Yoko vê o que sobejou, de sua família, totalmente desestruturado. Em meio à dor da perda, Yoko conhece Aidan Hirsch, um garoto que parece tão desestruturado quanto ela, taciturno e solitário, e que é capaz, acima de tudo, de não julgar, simplesmente ouvir. Aos poucos, um sentimento singelo e inefável ganha forma, surgindo uma história delicada de autoconhecimento, arrependimento, culpa e superação que poderá mudar a vida desses adolescentes se assim escolherem."
Sinopse: "Qualquer um pode cometer um erro. Yoko sempre teve uma vida relativamente boa e estável, participava da organização do Festival Cherry Blossom, tinha amigos com quem contar na escola, tocava violino e estava treinando para fazer parte da orquestra da Juventude de Macon quando tudo começou a dar errado. Seu pai se envolveu num grave acidente, que acabou matando um pai de família e, foi parar na prisão. Sem a referência paterna, e com todos os problemas financeiros que se acumulam, o distanciamento da mãe, Naomi, que está a cada dia mais se afundando em trabalho, Yoko vê o que sobejou, de sua família, totalmente desestruturado. Em meio à dor da perda, Yoko conhece Aidan Hirsch, um garoto que parece tão desestruturado quanto ela, taciturno e solitário, e que é capaz, acima de tudo, de não julgar, simplesmente ouvir. Aos poucos, um sentimento singelo e inefável ganha forma, surgindo uma história delicada de autoconhecimento, arrependimento, culpa e superação que poderá mudar a vida desses adolescentes se assim escolherem."
Começamos com Yoko, uma adolescente que teria sua vida normal, se não fosse seu pai ter assassinado outro homem enquanto dirigia bêbado e fugido após isso. Agora Yoko é agredida de todas as formas, verbalmente, moralmente e até fisicamente. Isto porque as pessoas acreditam que ela deve pagar pelo erro de pai.
"Filha de um assassino. E por tudo isso eu sinto raiva, não sei se tenho o direito, porém. Não quero ler o que o papai escreveu para mim, pelo menos não por agora, preciso de um tempo."
Na escola as garotas lhe ferem, a envergonham. Na rua o filho do homem assassinado por seu pai lhe persegue, a agride. Em casa ela vive solitária, eis que sua mãe agora só trabalha para poder custear a casa sem seu marido. Yoko carrega o peso do mundo nas costas e não tem previsão para que seu tormento acabe.
"Não posso fazer nada, só me resta esperar que alguém apareça. É vergonhoso, eu sei, a sensação de desamparo e fraqueza me invade e sinto vontade de me deitar."
Vemos Yoko amargurada, com raiva e acima de tudo, triste. Ela sente raiva de seu pai por ter feito o que fez, amargura por responder pelos atos dele e tristeza por ter seu próprio pai preso e sofrendo. Todavia, ela é forte o suficiente para aguentar tudo o que está passando, não querendo incomodar a mãe e nem querendo chamar atenção para si mesmo.
Mas as coisas mudam quando ela é obrigada a realizar um trabalho em dupla com Aidan, o garoto problemático da escola, cujo passado também é tão obscuro quanto o presente de sua família. Os dois irão aprender a lidar com seus problemas de cabeça erguida, aprenderão a confiar um no outro e lutarão juntos contra o que a sociedade impõe a eles.
"As pessoas não falam com ele e ele parece não se importar com isso, pois não interage com ninguém na verdade. Desvio do seu olhar fito e me volto para a minha cadeira, de repente ansiosa e tímida por eu ter cometido esse erro. Ninguém fala ou faz contato visual com o garoto taciturno enraivado."
Enfim, foi emocionante. Por vezes me vi na pele de Yoko e até me perguntava porque ela não revidava, brigava. Mas Yoko não é assim, ela quer que tudo passe, só isso. Senti seu sofrimento por estar sendo julgada e culpada, além de sofrer pela sua família agora despedaçada. Aidan é seu porto seguro, por assim dizer, mas até eles tem problemas para conseguirem se abrir e aceitar seus sentimentos.
"É assim que as coisas acontecem, na verdade é assim que deve ser. Um cuidando do outro na medida em que achar que for necessário e como entender a situação. Assim a gente se protege."
A narrativa da autora foi boa, apesar de que senti falta de mais aprofundamento no relacionamento de Aidan e Yoko, de resto está ótimo. Adorei a forma como Yoko amadureceu e como lidou com tudo que lhe acontecia no decorrer da história e também gostei muito de como Aidan saiu de sua 'casca'.
A diagramação está ótima, tudo bem organizado e clean, só não gostei de alguns parágrafos que não estavam justificados, mas nada que interferisse na leitura. A capa é condizente com o teor da história, então gostei bastante, ficou bem caprichada.
Perdoe-me, minha florzinha de cerejeira. Perdoe-me, Yoko. Seja forte!
Enfim, adorei muito a leitura, foi bem rápida apesar do número de páginas e recomendo totalmente esse romance, é singelo, tocante e emocionante. Espero que tenham gostado, beijos e até a próxima!

